
Cia. do Tijolo / São Paulo
Assisti duas sessões deste espetáculo em sua passagem pelo cariri... Duas lindas apresentações!
A poesia de Patativa representada com uma verdade cênica encantadora... da primeira vez que assisti fui anotando o que me chamava atenção:
Lousa, figurino inicial básico, a marginalidade da historia do Beato Zé Lourenço, musicalidade, lanternas, partitura dos atores plantando (patativa na roça), óculos ray ban, 18h Ave Maria do Sertão, viagem de São Paulo – Fortaleza -Juazeiro "que beleza", meta teatro, antropologia, etnografia, a pesquisa da obra de Patativa do Assaré, Cante lá que eu canto cá, a poesia costurando o drama, "para falar do sertão não precisa nele morar", poema de 7 faces Carlos Drummond de Andrade, Atores e o poeta - o encontro, questionamento sobre a seca, a literatura regionalista: O quinze, Morte e Vida Severina, Vidas Secas - "a cachorra baleia sonha...", - "dentro de mim quando é que vai chover...", A Morte de Nanã - linda cena, belo poema!, a representação de personagens típicos do nordeste - " a medeia do sertão", o repente, Nordeste independente, muitos risos com a passagem das placas indicando o 1º e 2º raud, atores dançam forro com a platéia, - "teatro sem conflito não dá", café, cajuína e cachaça para o publico, historia de vida dos atores - seus lugares de origem: Maringá, Tacaimbo, Santos... - as cidades como lugares de passagem! E no fim a história esquecida do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto... O primeiro bombardeio aéreo do Brasil... "Quem foi que falou que o Caldeirão acabou é bom avisar, Caldeirão nunca vai acabar..."
Viva Patativa do Assaré...
Salve, salve a Cia. do Feijão!
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